ChatGPT – Até onde chegaremos com a Inteligência Artificial?

28/02/2023 | News

 

ChatGPT – Até onde chegaremos com a Inteligência Artificial?

 

Segundo recentes declarações de Bill Gates, o ChatGPT tornará muitos trabalhos de escritório mais eficientes e “isso vai mudar nosso mundo! ”  Porém, o que diz ‘nosso mundo’ sobre o tema, ao se ver nova e fortemente afetado pela tecnologia? Afinal, sabemos que o algoritmo é poderosíssimo, mas até onde ele pode chegar? 

 

   ChatGPT é um algoritmo baseado em inteligência artificial criado pelo laboratório OpenAI, de São Francisco (EUA). Sigla de “Generative Pre-Trained Transformer” foi desenvolvido com base em redes neurais, aprendizado de máquina e diálogos virtuais, aprimorando os conhecidos assistentes virtuais como Google e Alexa. Seu modelo possui camadas que permitem à plataforma se fixar nas palavras-chave, nos seus vários significados e contextos. Lançada em novembro de 2022, a ferramenta revolucionou o mercado, especialmente pelo fato de -, diferentemente dos chatbots que simulam diálogos entre pessoas nos serviços de atendimento ao consumidor –, ser capaz de dar respostas criativas, chegando a elaborar histórias, letras de música, poesias, contos, códigos de programação, receitas, entre outros textos. Como toda IA, o algoritmo coleta informações da internet, cria sua base de dados e opera com o cruzamento desses dados. Com recursos que impedem seu uso de modo nocivo, o sistema foi alimentado com dados e fatos ocorridos até 2021, o que faz com que questões sobre datas posteriores não sejam compreendidas.

   As primeiras experiências com a tecnologia mostram que seus textos ainda têm uma qualidade inferior aos escritos por profissionais e algumas experiências feitas com chatbots se revelaram suscetíveis a imprecisões.  Escolas e universidades tentam evitar que estudantes utilizem o ChatGPT nos seus trabalhos por entenderem que o uso da inteligência artificial em substituição à reflexão crítica e à criatividade impacta o aprendizado de modo negativo. Em sintonia com este entendimento, os próprios criadores da plataforma alertam que suas respostas ainda apresentam erros e já lançam ferramentas para detectar conteúdos criados por ela, visando assegurar a justa avaliação de desempenho dos alunos pelos professores. Com isso, o que se pretende é a não proibição de seu uso nas escolas, mas sua adequação, pois, quando bem utilizado, o ChatGPT pode facilitar a vida de estudantes nas elaborações de resumo, consultas, pesquisas e simulados, bem como auxiliar os professores no preparo de suas aulas.  Vale lembrar, ainda, que as leis de direitos autorais vigentes não contemplam chatbots, gerando debates sobre autoria, interpretação, fraude e plágio, intensificados sobretudo após os lançamentos dos chatbots ChatGPT (da OpenAI), Bing (Microsoft) e Bard (Google). A consequência jurídica da ausência de proteção de conteúdo pela lei de direitos autorais é a pretensa ideia de que todos possam usá-lo livremente.

   Entre comemorações e críticas, resta o fato de ainda não ser possível basear-se unicamente em conteúdo produzido pelo ChatGPT para a tomada de decisões relevantes. Entretanto, a expectativa é que a inteligência artificial evolua e passe a criar textos mais elaborados, ainda que gerados por uma máquina. Outro fato é que a tecnologia ChatGPT não é exatamente nova. Sua versão atual é uma atualização da versão 2, de 2019, que, segundo críticos mais severos, apenas aprimora a oportunidade de algumas pessoas obterem mais com menos esforço. Estas, as mesmas pessoas que já buscavam vantagens em suas atividades, por outros meios, bem antes do surgimento dos chatbots.

   Assim, entre ajustes, acertos e erros, o que se quer é a evolução de uma inteligência artificial séria que proporcione verdadeiros avanços, não vantagens desleais.  As inovações tecnológicas precisam ser éticas, seu uso deve ser responsável, amparado por gerenciamento humano criterioso e eficiente, enquanto, simultaneamente, a inteligência, a consciência e a criatividade humanas são preservadas e valorizadas.

    Evidente que, como sempre acontece, o mundo se adaptará ao ChatGPT. As escolas encontrarão meios de ensinar e avaliar desempenhos com e apesar dele, as empresas saberão utilizá-lo produtivamente e os homens refletirão sobre suas teses e criarão seus próprios discursos, ainda que, vez por outra, usufruam do melhor que a tecnologia oferece. O que devemos desmistificar é que o ChatGPT será capaz de criar pensamentos novos.  Ele é baseado em informações inseridas por seres humanos. Fará muita coisa, ajudará em muitas áreas, mas até o momento, respeitando uma base de dados previamente elaborada.  Esta inserção de informações para que a máquina “aprenda”, necessariamente exigirá intelecto, algo que o algoritmo não será capaz de criar. Ao menos é o que esperam todos que não pretendem ser, um dia, dominados pelas máquinas!

 

https://openai.com/blog/chatgpt/

https://mundoconectado.com.br/artigos/v/31327/chat-gpt-o-que-e-como-funciona-como-usar

https://www.economicnewsbrasil.com.br/2023/02/19/bill-gates-diz-que-chatgpt-vai-mudar-o-mundo/

https://tiinside.com.br/15/02/2023/chatgpt-e-para-ia-o-mesmo-que-a-droga-milagrosa-para-a-perda-de-peso/?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=TI-INSIDE-Online-15-02-2023-20-25

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